sábado, 13 de outubro de 2007

capítulo 5 - o anjo

Depois da morte do meu pai a casa está mais tranquila, minha mãe vive no quarto chorando. Eu acho que ela está aprendendo o que a vida realmente quer dela e o que ela merece. Eu estava sentada novamente na janela e pensando no que começar para cumprir minha promessa ... mas ainda pensava naquele anjo humano, ele de alguma forma me intrigou.

Eu resolvi sair, peguei minha bolsa , meu casaco e meu mp3. Coloquei os fones e fui caminhar pelo parque que tem aqui perto de casa, o tempo continuava muito frio. E para minha surpresa, quem eu vejo na minha frente ? Aquele homem que vi no enterro do meu pai... Estava la sentado, com olhar para o horizonte .. Achei muita coincidência, mas sentei ao lado dele... E fiquei olhando para o céu, calculando claro, buscando alguma frase que se encaixasse naquele momento e fazer ele me enxergar como alguém bem simpática.

Mas enquanto eu pensava, ele atrapalhou meus pensamentos, como eu não suporto quando alguém faz isso, mas enfim...
- Eu estava no enterro do seu pai, você me viu né ?
- Vi, você o conhecia ?
- Ele era amigo do meu pai e sempre conversava bastante comigo
- Uhm, ok...
- Seu nome...é...
- Holly, isso ( e soltei um sorriso )
- O meu é André.. ( ele devolveu o sorriso )
- E tem quantos anos ?
- 19
- Eu tenho 18 anos...
- Eu sei, seu pai me contou tudo sobre você

Como eu tive vontade de rir nessa hora, o patético do meu pai não sabia nada de mim, então dois nadas juntos falando de mim, imagina o quanto era comica a cena.

- Entendo...Tá afim de tomar um café ? ( Minha promessa ia começa a valer agora )
- Claro...

Ele soltou o brilho do olhar que eu esperava. Usar os homens, especialidade tão prazerosa.

Quando chegamos na lanchonete que vendia café, sentamos um ao lado do outro, ele virou as pernas para mim. O corpo fala... Ele me quer

- Você é tão linda sabia ?
- Você acha? ( Claro que eu sabia , cantada ridícula )

Conversa vai, conversa vem... Ele pergunta se eu quero ir no cinema, eu respondi que não, preferia ir para a praça de volta ... O ar lá era mais puro, assim eu sentia um cheiro diferente e tinha algo mais para me distrair enquanto ele ficava me olhando.

Peguei minhas coisas novamente e quando estava virando, vi ele analisando meu corpo... mas não estava analisando como todos os homens idiotas que só querem sexo, ele tava com um brilho no olho que eu não conseguia identificar em meus históricos amorosos. Enfim, não importa.

Chegando lá na praça, ele começou a contar sobre a vida dele... Como é insuportável ouvir alguém que só fala fala fala fala.
A voz das pessoas é algo que realmente me irrita, eu odeio o som de palavras mal ditas, odeio quando dizem qualquer coisa só para não deixarem passa em branco uma oportunidade de atitude inteligente: Ficar Calado.

Eu via no André alguém perfeito para começar com a minha promessa, ele era lindo e cheio de sonhos. Alguém puro e cheio de brilho nos olhos, no meio da conversa idiota ele disse que queria casar e ter filhos, ser feliz para sempre. Eu preciso usá-lo, preciso...

Então resolvi beija-lo. Cheguei perto... muito perto, respirei perto da boca dele. Vi seus pelos do braço arrepiando. Perfeito assim. Mas aí eu desisti de beijar . E virei o rosto , mas ele voltou e ficou no ponto de fogo para me beijar. E então, pediu um beijo.

Espera aí, PEDIU UM BEIJO. Ele é viado ou o que ? Quanta estupidez para uma pessoa só, eu fiquei até sem palavras.

-- Continua --

3 comentários:

Thiago e Victor disse...

pavorô como sempre... a história tah perfeita ateh agora... mas ainda acho que a holly faz esses trecos pra esconder sentimentos lah... achou uma maneira mais fácil de assumir que gostou realmente do andré

Wânyffer Monteiro disse...

mijei d rir no 'é viado ou o q?'
ashoiauhsoaiushoaius
me arranje 1 desses na realidad, guria..
mas q roube e n q peça HOAIUSHAOISUHAOSI

to gostando da sua história
mas qro achar o q há d mim além d td
=s
t amu

Analu disse...

Por favor, poste logo o proximo capitulo...não paro de pensar em como Holly agiria em algumas situações do cotidiano